Hoje é o dia dos professores e professoras.
Poderia ser um dia de festas e happy hours,
porém o quadro nacional, dramático, nos
aponta que não há motivos para comemorar.
Cortes brutais nas verbas para a educação
pública têm levado desde à paralisação de
várias atividades nas Universidades, até o
fechamento de escolas urbanas e rurais do
ensino fundamental; além da deterioração
dos espaços escolares por todo o país.
Professores das diversas redes e níveis de
ensino têm tido seus salários arrochados ou
até cortados; sofrido um brutal processo de
precarização nas suas condições de
trabalho, com aumento da jornada, número
de alunos por turma e contratação via
contratos temporários.
Quando resolvem se mobilizar para enfrentar
esse quadro só têm encontrado o silêncio ou
repressão por parte dos governos.
Aqui na UFPB o quadro não é diferente:
deteriorização dos espaços físicos; falta de
equipamentos básicos para o funcionamento
de nossas atividades; ameaça a projetos
importantes como o PIBID; paralisação de
dezenas de obras; desrespeito aos direitos
dos aposentados; falta de transparência nos
trâmites burocráticos e ausência de
concursos necessários para garantir
qualidade a uma expansão apenas
quantitativa. Isso tudo acompanhado pelo congelamento de nossos salários até agosto
de 2016, quando será reajustado a menos da
metade da inflação do período.
O ANDES e várias entidades docentes e
discentes indicam o dia de hoje como de
manifestações e protestos. Para nós da
UFPB essa seria uma oportunidade de nos
juntarmos às manifestações dos professores
de todo o país, aproveitando essa data para
mostrar a nossa real situação, organizando
atividades para informar e denunciar nossa
grave situação. Só um café da manhã e um “happy hour”
para “celebrar” a data não parecem uma
política adequada. Essas atividades não são
um problema em si. Mas algo está errado
quando são as ÚNICAS atividades de um
sindicato nesta data e contexto.
Nós, membros do CORDEL, consideramos
que a revalorização da educação pública,
dos servidores e, especialmente, das
professoras e professores tem de ser
conquistada. Isso, demandará outro tipo de
comprometimento e engajamento de todas e
todos, a começar pela reconstrução de
nossas direções, acomodadas no padrão
reiterado das mesmas práticas há tanto
tempo, mudando alguns nomes e rostos, mas
mantendo a mesma política dos últimos 20
anos.

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