quinta-feira, 15 de outubro de 2015

O Dia dos Professores é Dia de Luta!

Hoje é o dia dos professores e professoras. Poderia ser um dia de festas e happy hours, porém o quadro nacional, dramático, nos aponta que não há motivos para comemorar. Cortes brutais nas verbas para a educação pública têm levado desde à paralisação de várias atividades nas Universidades, até o fechamento de escolas urbanas e rurais do ensino fundamental; além da deterioração dos espaços escolares por todo o país. Professores das diversas redes e níveis de ensino têm tido seus salários arrochados ou até cortados; sofrido um brutal processo de precarização nas suas condições de trabalho, com aumento da jornada, número de alunos por turma e contratação via contratos temporários. Quando resolvem se mobilizar para enfrentar esse quadro só têm encontrado o silêncio ou repressão por parte dos governos. 

Aqui na UFPB o quadro não é diferente: deteriorização dos espaços físicos; falta de equipamentos básicos para o funcionamento de nossas atividades; ameaça a projetos importantes como o PIBID; paralisação de dezenas de obras; desrespeito aos direitos dos aposentados; falta de transparência nos trâmites burocráticos e ausência de concursos necessários para garantir qualidade a uma expansão apenas quantitativa. Isso tudo acompanhado pelo congelamento de nossos salários até agosto de 2016, quando será reajustado a menos da metade da inflação do período. 

O ANDES e várias entidades docentes e discentes indicam o dia de hoje como de manifestações e protestos. Para nós da UFPB essa seria uma oportunidade de nos juntarmos às manifestações dos professores de todo o país, aproveitando essa data para mostrar a nossa real situação, organizando atividades para informar e denunciar nossa grave situação. Só um café da manhã e um “happy hour” para “celebrar” a data não parecem uma política adequada. Essas atividades não são um problema em si. Mas algo está errado quando são as ÚNICAS atividades de um sindicato nesta data e contexto. 

Nós, membros do CORDEL, consideramos que a revalorização da educação pública, dos servidores e, especialmente, das professoras e professores tem de ser conquistada. Isso, demandará outro tipo de comprometimento e engajamento de todas e todos, a começar pela reconstrução de nossas direções, acomodadas no padrão reiterado das mesmas práticas há tanto tempo, mudando alguns nomes e rostos, mas mantendo a mesma política dos últimos 20 anos.


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