sexta-feira, 19 de julho de 2013

EaD é assunto para sindicato?

Claro que sim! 

Tudo que diz respeito à categoria docente e à precarização do trabalho docente é assunto de sindicato!
Na última e mais longa greve que vivenciamos na UFPB no ano passado, houve uma grande novidade - um novo segmento da categoria docente se apresentou no processo: docentes da educação a distância (EaD). Assim como os docentes vinculados à pós-graduação, a resistência à participação no movimento paredista foi muito grande e a discussão conjunta acabou acontecendo apenas quando o reitor suspendeu o semestre letivo, ou seja, comprometeu efetivamente as atividades da EaD.
Entretanto, este novo segmento da categoria docente é bastante heterogêneo. Professores com vínculo e sem vínculo com a UFPB se somam aos tutores, presenciais ou a distância, que não têm vínculo empregatício com a universidade, mas devem ter vínculo com alguma instituição pública (municipal, estadual ou federal, mesmo que seja como professor ou estudante de pós-graduação) para justificar sua contratação.
Pois bem, o comando local de greve na UFPB, em 2012, buscou abrir espaço para a conversa, que foi um pouco difícil. Isso porque, apesar de desejarem que a EaD seja institucionalizada na UFPB, a pressão externa da CAPES com ameaças de suspender o pagamento das bolsas os afastou do embate político. Parecia até que docentes em greve estavam em lado contrário ao dos docentes da EaD. Algo parecido acontece com os professores das pós-graduações.
No pós-greve, a gestão atual da ADUFPB não tem fomentado este diálogo, apesar de a precarização do trabalho docente atrelada à EaD ser evidente.
Como exemplo de situações que denotam esta precarização do trabalho docente na EaD podemos ressaltar o desmembramento do trabalho docente em figuras diferentes – professor e tutor, transformando o processo ensino-aprendizagem em uma linha de montagem onde cada trabalhador desempenha uma função desarticulada do todo e do produto final; sobrecarga do trabalho (quantidade de estudantes e de tarefas para acompanhar e avaliar) sobre alguns membros desta equipe, sobretudo sobre os tutores – presenciais e a distância; falta de vínculo institucional para todos os tutores e boa parte dos docentes, membros desta equipe; precária infraestrutura para o exercício da docência pelos diferentes membros da equipe; e desvalorização de alguns membros da equipe com baixos valores da remuneração, em geral na forma de bolsa, e que não gera benefícios trabalhistas.
Uma análise mais detalhada e prolongada pode apontar outra infinidade de fatores que denotam a precarização do trabalho docente na EaD, mas, para começar a entender a necessidade de se discutir a EaD, como bandeira da categoria docente, esta lista já dá pra começar.
É por isso que a Chapa 2 “O NOVO SEMPRE VEM” acredita que o sindicato deve se aproximar dos docentes envolvidos com a EaD (tutores e/ou professores) para,  contando com a participação de tod@s, traçarmos uma estratégia de luta contra esta precarização e rumo à institucionalização da EaD na UFPB.
Sindicato de verdade, discute e encaminha questões relevantes para a categoria!

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