sábado, 12 de dezembro de 2015

Obrigado a todos que apoiaram o CORDEL - CHAPA 2!

Agradecemos a todos que apoiaram o CORDEL - CHAPA 2 - nas eleições da ADUFPB de 2015.

Agora deixamos de ser Chapa e voltamos a ser mais Coletivo.

E vamos em frente, por uma UFPB e por uma Educação Pública Nacional melhores!




quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Solicitação (indeferida) de Afastamento de Membro da Comissão Eleitoral

No último sábado (28/11), à noite (horário em que a ADUFPB não funciona), a Chapa 1 utilizou a sede do sindicato (inclusive com funcionários) para uma reunião. Participou desta atividade, como podem ver no vídeo, um membro da Comissão Eleitoral, o também presidente da ADUFPB, Jaldes Meneses. Isso é aceitável em um processo eleitoral?


Solicitamos à Comissão Eleitoral (em 30/11, conforme requerimento abaixo) o imediato afastamento do referido integrante para preservar a imagem da própria Comissão e da instituição. Em vão.. a Comissão tripartite indeferiu o pedido.


Este é o tipo de coisa que nos dá certeza da importância de haver uma oposição, e de uma proposta alternativa para a ADUFPB. Como temos dito desde o início da campanha: 20 anos da mesma direção, deste tipo de prática, tendo como resultado a mistura entre diretoria, sindicato, chapa da situação, e desrespeito ao papel e a imagem da comissão eleitoral. E, o mais grave: não só a diretoria trata o sindicato como seu, mas a grande maioria das professoras e professores também veem este espaço como do grupo que o dirige. Ou seja, não se identificam com o sindicato, e se afastam dele.


Queremos mudar esta realidade! E precisamos do apoio de todas e todos que não compactuam com estas práticas: votem no dia 3 de dezembro!! Com o seu voto a ADUFPB pode mudar!!!


Por uma ADUFPB diferente: presente, autônoma, democrática e transparente.

PARA MUDAR, DIA 3 DE DEZEMBRO, VOTE CHAPA 2! VOTE CORDEL!




segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Lugar de mulher é no sindicato, sim!

O CORDEL convida toda a comunidade acadêmica para discutir uma questão que considera fundamental: o papel das mulheres na vida sindical!


sábado, 28 de novembro de 2015

Arte, Educação e Precariedade: Desabafo de educadoras em luta

O Curso de Licenciatura em Dança da UFPB é um dos mais novos do Brasil, iniciando suas atividades em outubro de 2013. Junto aos cursos de Bacharelado e Licenciatura em Teatro, além do Mestrado Profissional em Artes – ProfArtes, forma o Departamento de Artes Cênicas, que integra o Centro de Comunicação, Turismo e Artes.

Provavelmente, para a criação e aprovação da Licenciatura em Dança foi exigido que tivesse um número mínimo de professores para funcionar com qualidade e uma infraestrutura capaz de abrigá-lo, oferecendo assim, uma formação satisfatória para seus alunos.

No que se refere a formação do corpo docente, pudemos contar com os professores que já lecionavam no Departamento de Artes Cênicas, além de mais oito professores que foram contratados antes mesmo do Curso começar, dando a oportunidade de nos debruçarmos em cima das disciplinas, projeto pedagógico de curso, entre outras questões que contribuíram para o bom início e andamento das nossas atividades.

No entanto, no que tange a infraestrutura ainda não temos condições ideais de ensino-aprendizagem da dança. A preocupação do Curso, obviamente, não é formar bailarinos e sim professores aptos a ensinarem dança, enquanto área de conhecimento, em ambientes educativos formais e não-formais. Mas, nossos alunos estão passando pelas disciplinas sem saber o que é ter aula em um espaço adequado, que tenha piso apropriado para a prática de dança – evitando assim lesões – climatização, aparelho de som, projetor, computador, etc., equipamentos importantes para uma formação completa.

Inicialmente, as aulas aconteciam em chão de cimento e em uma sala cheia de muriçocas, sem ar condicionado. Posteriormente, conseguimos duas salas emprestadas, uma com chão improvisado de madeira e outra com tatame. Com a limitação de espaço adequado, os estudantes não têm salas para realizarem ensaios, preparar aulas e trabalhos, sobrando apenas o chão de cimento. Há pouco tempo, o corpo docente conseguiu, a partir de uma mobilização dos discentes, colocar ar condicionado nas salas supracitadas, o argumento decisivo para isso foi o fato de alunos estarem desmaiando de calor, inclusive nas aulas teóricas, ou seja, a saúde dos discentes estava sendo diretamente afetada devido às condições inadequadas dos nossos ambientes.

É necessário abordar que há um prédio para o Departamento de Artes Cênicas que, recentemente, nos foi entregue. Todavia, as salas para as aulas práticas são de cimento grosso, impossibilitando qualquer uso, além disso, não há boa ventilação e muito menos ar-condicionado, o que dificulta a ocupação do prédio. Sendo assim, continuamos nas salas emprestadas. Temos um teatro inacabado, cuja construção está abandonada. Outra situação que vale a pena trazer à tona é que todos os professores precisam fazer investimentos pessoais para dar uma aula com qualidade, ou seja, cada um possui a sua caixa de som, seu computador, seu projetor, entre outros.

Reconhecemos que estas são questões de luta e que um sindicato comprometido pode corroborar para a resolução ou encaminhamentos dessas problemáticas, apoiando de forma significativa docentes e discentes, vislumbrando uma universidade de excelência.

Michelle Gabrielli
Juliana Costa Ribeiro
Bárbara Santos
Candice Didonet
Carolina Laranjeira.

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Mulheres e Mobilização Docente

"Falar numa Assembleia? Não, tenho vergonha”.
Eu não tenho perfil para atuar com sindicato”.
Não sou muito boa em coordenar reuniões”.



Desde que criamos o CORDEL para atuar no movimento docente na UFPB, ouvimos comumente frases como estas de nossas colegas professoras. Infelizmente, não se trata de mera coincidência ou obra do acaso, mas da expressão da condição das mulheres em nossa sociedade. A nós é destinado, ainda quando meninas, o lugar do cuidado e do ambiente privado (basta ver nas prateleiras das lojas de brinquedos o que o mercado nos oferece em cor de rosa: bonecas, casinhas, máquina de lavar roupas etc.).


Quando nos tornamos mulheres, os cuidados com a casa e a família recaem principalmente sobre nós, mesmo que trabalhemos fora de casa tanto quanto os homens. Daí ser mais difícil para nós as tarefas da política, que envolvem, entre outras coisas, o estar fora de casa, o falar em público, o exercício de coordenar tarefas coletivas. Nosso trabalho como professora, embora seja idealizado como uma profissão de mulheres independentes porque mais “intelectualizadas”, também apresenta as dificuldades que nos colocam em uma condição subalternizada em relação aos homens.

Por isso nós, do CORDEL, fazemos desse grupo um espaço para exercitar o protagonismo das mulheres no movimento docente. Venha pra cá, professora! Aqui, juntas, nos apoiamos para desenvolver o tal do “perfil” para atuar na política sindical. Aliás, consideramos que o sindicato não deve ser um lugar de “sindicalistas profissionais”, mas de gente como a gente, que dá aula, faz pesquisa, extensão, participa das coordenações e direções dos cursos da nossa UFPB, do CONSEPE, do CONSUNI, etc.  VENHA CONSTRUIR ISSO CONOSCO!

Dia 03/12, VOTE CHAPA 2, VOTE CORDEL!!!

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Consciência Negra, Docência e Universidade: Qual o impacto da Educação das Relações Étnico-Raciais?

Hoje, no dia 20 de novembro, comemoramos o dia da Consciência Negra. Diante de uma data tão significativa, não podemos nos furtar de tratar de um tema que, ao longo dos anos, tem se mostrado de profunda importância para o Movimento Social Negro: a educação.

No ano de 2003, com a publicação da Lei 10.639, abriu-se a possibilidade para que a educação das relações raciais ocorresse, de forma oficial, em todos os estabelecimentos de ensino fundamental e médio de todo o Brasil. Antes desta lei, diferentes iniciativas em localidades tais como Salvador, São Paulo, Recife, Belém do Pará, por exemplo, haviam possibilitado esta oportunidade, porém de forma restrita às escolas públicas municipais e estaduais. Assim, a Lei 10.639/2003 trouxe a possibilidade deste estudo em todos os estabelecimentos de ensino, inclusive nos particulares.

A legislação brasileira voltada para esta temática foi ampliada a partir de 2004 com a publicação do Parecer 003/2004 e da Resolução 01/2004, ambos do Conselho Nacional de Educação. Esta última afirma, dentre outros temas, que “as Instituições de Ensino Superior incluirão, nos conteúdos de disciplinas e atividades curriculares dos cursos que ministram, a Educação das Relações Étnico-Raciais”.

No âmbito da UFPB, a regulamentação desta temática deu-se por meio da Resolução 16/2015, a qual indica que todos os cursos de graduação devem contemplar o componente curricular Educação das Relações Étnico-Raciais. Trata-se de um grande avanço, o qual pode contribuir para o enfrentamento ao racismo, ao preconceito e à discriminação que a população negra ainda sofre. Este importante passo nos leva a refletir sobre como ocorrerá a mudança curricular dos cursos de graduação da UFPB. Quem irá ministrar os conteúdos? A instituição possui quadro profissional suficiente para dar conta desta nova demanda? Como lidar com as especificidades de cada curso?

Assim, a Chapa Cordel, preocupada com a qualidade do ensino ministrado na UFPB e com o reconhecimento da importância do tema pela comunidade acadêmica, vem a público chamar a atenção para o problema. Entendemos que esse momento requer políticas emergenciais, como a oferta de cursos de formação docente para suprir esta demanda, mas também é de fundamental importância um diálogo mais próximo com os Departamentos e Coordenações de curso, buscando uma melhor compreensão da  relevância da temática em seus cursos.

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Aposentadoria não é presente. É conquista de trabalhador

Após anos de trabalho na docência, no momento de nossa aposentadoria, ainda temos que enfrentar situações de desrespeito à nossa participação na sociedade sendo tratados como sujeitos a serem descartados.

Nossas lutas
Várias têm sido as ofensivas sobre nossa condição de trabalhadores. Aqui iremos citar só algumas: a criação de um fosso entre ativos e aposentados pela implantação de diversas formas de incentivo à dirigidas exclusivamente aos decentes na ativa; a criação do FUNPRESP (Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público Federal), que consideramos a principal afronta à nós que contribuímos com a previdência durante toda nossa vida; o fim do Art. 192 do RJU, eliminando a possibilidade de, no momento de sua aposentadoria, o docente vir a receber o equivalente ao nível superior. Todas essas medidas tem um só objetivo – a desvalorização do trabalho docente. Nós, que já acumulamos um enorme conhecimento e que já contribuímos com a produção do saber, não podemos permitir isso.

Aposentado. Presente! Ser sujeito, ser autônomo, ser de luta
Ficar aguardando que tudo se resolva não pode ser nossa posição. Temos a luta em torno da PEC 555 e pela reestruturação de nossa carreira. Precisamos estar presentes, saber analisar as proposições e, compreender os desdobramentos e consequências, através do conhecimento dos dispositivos legais e do contexto onde se afirmam esses dispositivos e sua tramitação.

Reconhecemos que essa luta é de todos os professores, mas é, principalmente, nossa. Ser sujeitos de nossa própria luta é fundamental. Não podemos aceitar sermos conduzidos por caminhos escolhidos por outros. Conquistar nossa autonomia significa nos empoderarmos participando do cotidiano de nosso sindicato como trabalhadores em luta. Queremos ser mais do que um objeto esquecido no fundo de uma gaveta.

Luta pela VIDA
Ser aposentado não deve significar o isolamento do universo do conhecimento. É tarefa de todos nós criar possibilidades para que essa nova condição de existência seja vivida com prazer e inventividade. De nossa pauta deve fazer parte o engajamento na luta contra a medicalização da vida. A indústria farmacêutica tem se alimentado das angústias e das dificuldades daqueles que têm enfrentado condições de isolamento causadas pela aposentadoria e pelo envelhecimento natural. Construir uma rede que nos articule é fundamental. Nossa luta, como aposentados, deve ser pela vida, com autonomia e afirmação de direitos de voz e de existência digna.

Por uma Rede de Conhecimentos!
Essa é a hora de nos diferenciarmos com propostas que resgatem nossa vivacidade. Nossa contribuição no CORDEL será a criação de uma rede que trance nossos conhecimentos de modo a valorizar o que produzimos em nossa história na pesquisa, no ensino e na extensão. Poderemos juntos construir propostas para continuarmos a afirmar nossa opção pela docência e pela investigação científica. Um outro lugar, um outro conceito de aposentadoria poderá assim ser criado.

Angela Maria Dias Fernandes