"Falar
numa Assembleia? Não, tenho vergonha”.
“Eu
não tenho perfil para atuar com sindicato”.
“Não
sou muito boa em coordenar reuniões”.
Desde
que criamos o CORDEL para atuar no movimento docente na UFPB, ouvimos
comumente frases como estas de nossas colegas professoras.
Infelizmente, não se trata de mera coincidência ou obra do acaso,
mas da expressão da condição das mulheres em nossa sociedade. A
nós é destinado, ainda quando meninas, o lugar do cuidado e do
ambiente privado (basta ver nas prateleiras das lojas de brinquedos o
que o mercado nos oferece em cor de rosa: bonecas, casinhas, máquina
de lavar roupas etc.).Quando nos tornamos mulheres, os cuidados com a casa e a família recaem principalmente sobre nós, mesmo que trabalhemos fora de casa tanto quanto os homens. Daí ser mais difícil para nós as tarefas da política, que envolvem, entre outras coisas, o estar fora de casa, o falar em público, o exercício de coordenar tarefas coletivas. Nosso trabalho como professora, embora seja idealizado como uma profissão de mulheres independentes porque mais “intelectualizadas”, também apresenta as dificuldades que nos colocam em uma condição subalternizada em relação aos homens.
Por
isso nós, do CORDEL, fazemos desse grupo um espaço para exercitar o
protagonismo das mulheres no movimento docente. Venha pra cá,
professora! Aqui, juntas, nos apoiamos para desenvolver o tal do
“perfil” para atuar na política sindical. Aliás, consideramos
que o sindicato não deve ser um lugar de “sindicalistas
profissionais”, mas de gente como a gente, que dá aula, faz
pesquisa, extensão, participa das coordenações e direções dos
cursos da nossa UFPB, do CONSEPE, do CONSUNI, etc. VENHA
CONSTRUIR ISSO CONOSCO!
Dia 03/12, VOTE CHAPA 2, VOTE CORDEL!!!
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