O Curso de Licenciatura em Dança
da UFPB é um dos mais novos do Brasil, iniciando suas atividades em
outubro de 2013. Junto aos cursos de Bacharelado e Licenciatura em
Teatro, além do Mestrado Profissional em Artes – ProfArtes, forma
o Departamento de Artes Cênicas, que integra o Centro de
Comunicação, Turismo e Artes.
Provavelmente, para a criação e
aprovação da Licenciatura em Dança foi exigido que tivesse um
número mínimo de professores para funcionar com qualidade e uma
infraestrutura capaz de abrigá-lo, oferecendo assim, uma formação
satisfatória para seus alunos.
No que se refere a formação do
corpo docente, pudemos contar com os professores que já lecionavam
no Departamento de Artes Cênicas, além de mais oito professores que
foram contratados antes mesmo do Curso começar, dando a oportunidade
de nos debruçarmos em cima das disciplinas, projeto pedagógico de
curso, entre outras questões que contribuíram para o bom início e
andamento das nossas atividades.
No entanto, no que tange a
infraestrutura ainda não temos condições ideais de
ensino-aprendizagem da dança. A preocupação do Curso, obviamente,
não é formar bailarinos e sim professores aptos a ensinarem dança,
enquanto área de conhecimento, em ambientes educativos formais e
não-formais. Mas, nossos alunos estão passando pelas disciplinas
sem saber o que é ter aula em um espaço adequado, que tenha piso
apropriado para a prática de dança – evitando assim lesões –
climatização, aparelho de som, projetor, computador, etc.,
equipamentos importantes para uma formação completa.
Inicialmente, as aulas aconteciam
em chão de cimento e em uma sala cheia de muriçocas, sem ar
condicionado. Posteriormente, conseguimos duas salas emprestadas, uma
com chão improvisado de madeira e outra com tatame. Com a limitação
de espaço adequado, os estudantes não têm salas para realizarem
ensaios, preparar aulas e trabalhos, sobrando apenas o chão de
cimento. Há pouco tempo, o corpo docente conseguiu, a partir de uma
mobilização dos discentes, colocar ar condicionado nas salas
supracitadas, o argumento decisivo para isso foi o fato de alunos
estarem desmaiando de calor, inclusive nas aulas teóricas, ou seja,
a saúde dos discentes estava sendo diretamente afetada devido às
condições inadequadas dos nossos ambientes.
É necessário abordar que há um
prédio para o Departamento de Artes Cênicas que, recentemente, nos
foi entregue. Todavia, as salas para as aulas práticas são de
cimento grosso, impossibilitando qualquer uso, além disso, não há
boa ventilação e muito menos ar-condicionado, o que dificulta a
ocupação do prédio. Sendo assim, continuamos nas salas
emprestadas. Temos um teatro inacabado, cuja construção está
abandonada. Outra situação que vale a pena trazer à tona é que
todos os professores precisam fazer investimentos pessoais para dar
uma aula com qualidade, ou seja, cada um possui a sua caixa de som,
seu computador, seu projetor, entre outros.
Reconhecemos que estas são
questões de luta e que um sindicato comprometido pode corroborar
para a resolução ou encaminhamentos dessas problemáticas, apoiando
de forma significativa docentes e discentes, vislumbrando uma
universidade de excelência.
Michelle
Gabrielli
Juliana
Costa Ribeiro
Bárbara
Santos
Candice
Didonet
Carolina
Laranjeira.
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