quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Diretrizes para Política Cultural da ADUFPB: A perspectiva do CORDEL (CHAPA 2)

  


   Antes de apresentar nossas diretrizes para política cultural, é fundamental esclarecermos qual nossa visão de cultura. Comecemos, portanto, dizendo o que a cultura não é. Em primeiro lugar, cultura não é e não pode ser simples entretenimento, sem conteúdo, sem vida e sem participação ativa da comunidade docente e acadêmica. Valorizamos e vamos incentivar e promover os momentos de celebração, as festas e o encontro. Mas para que isso faça sentido é preciso que de fato haja verdadeira interação entre os docentes, entre a comunidade acadêmica, que haja vida no campus, que os coletivos e grupos tenham um espaço aberto para o diálogo, para que identifiquem no sindicato a sua política, não apenas que encontrem apoio, mas que se reconheçam na direção dos rumos do movimento docente.
   Cultura não é e não pode ser mercadoria, a gestão da política cultural não pode corresponder a uma gestão empresarial. Uma coisa é celebrar com toda a comunidade, integrando a comunidade à vida universitária, outra coisa é contratar bandas e grupos de cultura que nada têm a ver com a realidade da universidade, que recebem seu cache e vão embora.
   Entendemos cultura, portanto, como a vida pulsante da comunidade acadêmica em contato com seu entorno. Cultura é encontro de diversas formas de ver e viver, cultura é a celebração da luta quotidiana dos docentes, dos movimentos e dos coletivos que integram a universidade e a cidade. Só pode ser compreendida, e vivenciada, de uma perspectiva política, coletiva, de intervenção social.
   Neste sentido, pretendemos trabalhar a partir de dois eixos: atuação sindical na universidade e atuação sindical para além dos muros da universidade. É importante deixar claro, contudo, que estes dois eixos não consistem em duas realidades separadas, pelo contrário, entendemos a universidade como parte da cidade e a cidade como parte da universidade. Somente assim a universidade poderá de fato cumprir o seu papel de fomentar a diversidade cultural e política tanto na cidade quanto nela própria.
   Algumas diretrizes para a atuação sindical na universidade: valorizar e fomentar a produção dos docentes no que se refere à dança, à poesia, à música, ao cinema, ao teatro, à fotografia, à literatura, bem como outras formas de expressão artística e cultural, apoiando e organizando, junto com os coletivos já existentes na universidade, espaços de interação, como saraus, rodas de conversa, cineclubes, atos culturais. Apoiar os grupos e projetos de extensão, dar suporte para suas demandas, estabelecer parcerias para cursos e atividades educativas e culturais, revitalizando a sede social de Cabo Branco. Muitas atividades são feitas na universidade, mas os diversos grupos que as promovem não têm um espaço onde possam se encontrar e unir forças, trocar ideias, potencializar esforços. É papel do sindicato promover e incentivar esses encontros. Além disso, o sindicato precisa ajudar a facilitar a aproximação das pessoas com as manifestações culturais, provocando a que saiam da condição de consumidores para a de produtores, quebrando fronteiras e promovendo o contato, ao invés do distanciamento. Para isso, oficinas, atividades abertas, espaços livres para expressão e manifestação de todas e todos.
   Em articulação com a universidade, entendemos ser função do sindicato incentivar e integrar os diversos grupos e coletivos da cidade. Neste sentido é importante promover a cultura na cidade, fazer parcerias com os grupos tradicionais e mais novos que promovem atividades culturais. Tornar as festas e celebrações da universidade um espaço para difusão da cultura produzida pelos grupos locais, ocupando diversos espaços, internos e externos, não restritos a locais pomposos, caros e elitizados (e patrocinados por empresas privadas). 


No dia 03 de dezembro, VOTE CORDEL (CHAPA 2)!

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